Veja a distribuição geográfica da anta-brasileira

Publicado em 28.10.2015

A anta ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, habitando também o Chaco paraguaio e todo o Brasil.[9] Sua distribuição diminuiu nos limites sul, na Argentina, principalmente por conta da caça e perda de habitat.[9] Provavelmente foi extinta na Caatinga e no Chaco seco, de forma que agora ela está praticamente restrita às áreas mais úmidas no Pantanal e Amazônia.[2] É provável que suas densidades fossem sempre baixas na Caatinga, ocorrendo em apenas algumas áreas úmidas em zonas de transição desse bioma com outros, como a Mata Atlântica.[5]

Habita áreas florestadas ou abertas próximas a cursos d'água permanentes, preferindo áreas com abundante vegetação ripária.[10]Pode ser encontrada até 1 500 m de altude, no Equador, e em outras localidades, até 1 700 m.[11] Durante o dia se abriga nas florestas e à noite podem ir a descampados forragear.[10] Ao longo das áreas em que ocorre, a presença de palmeiras é um fator importante para o estabelecimento de antas.[12] Na Mata Atlântica brasileira, a espécie habita áreas abundantes em palmito-juçara(Euterpe edulis) ou jerivá (Syagrus romanzoffiana) (principalmente na floresta estacional semidecidual); no nordeste do Pantanal, áreas ricas na palmeira-bacuri (Scheelea phalerata) e na Amazônia e Cerrado, em buritizais (Mauritia flexuosa).[13]

Em áreas alteradas pelo homem, a anta pode ser encontrada em campos cultivados e em plantações de Eucalyptus, provavelmente utilizando essas áreas de forma oportunista, seja como corredor entre fragmentos de floresta, seja para procurar comida.[14] De forma geral, essas áreas são evitadas pela anta.[13]

Fonte: Wikipédia