Educando o futuro

Material do Pro Anta é distribuído durante a educação ambiental

Desde 1999, a melhor ferramenta utilizada pela Polícia Militar Ambiental (PMA) para prevenir crimes ambientais é a educação ambiental. Todo ano, cerca de 20 mil estudantes da Capital e do interior do Estado, recebem a equipe do Núcleo de Educação Ambiental de Campo Grande, para aprender sobre a importância de preservar a natureza.
 
O chefe de comunicação da PMA/MS, major Ednilson Paulino Queiroz, explica que ao longo dos anos as autuações de crimes contra a natureza vem minimizando. “Com a conscientização as pessoas deixam de cometer um crime ambiental ou denunciam quem faz”. As atividades lúdicas que falam da importância da água, das árvores, da fauna, da flora e da reciclagem servem como prevenção para os motoristas, engenheiros, técnicos, policiais do futuro. “Quando se educa, se conserva. O objetivo é evitar que novas apreensões sejam feitas. Porque quando o crime ambiental acontece, só podemos fazer a repressão. O dano já foi causado e o impacto ambiental também”.
 
Combater o crime ambiental tem se tornado uma questão cultural no Estado. “As denúncias aumentaram. Toda semana recebemos uma denúncia de papagaio em gaiolas”. O major Queiroz acredito que esse trabalho é um reflexo da educação ambiental. “Quando uma criança cobra um adulto para não jogar o lixo um simples lixo em local errado, fica mais fácil sensibilizar os adultos”. Lutar contra a ganância do homem é sinônimo de qualidade de vida. “Conservar é fundamental para a ponta da cadeia alimentar. O ambiente é algo muito complexo e reflete na qualidade de vida do ser humano. Se você não zela, vai ter problemas lá na frente”.
 
 
Pro Anta
Oficinas, cartilhas, livros e exercícios alusivos à educação ambiental ganham significados importantes para a futura geração. Pensando nisso, o material de divulgação do Pro Anta – Programa de Proteção e Preservação da Anta Brasileira no Estado de Mato Grosso do Sul – tem auxiliado na conscientização dos cuidados com a natureza. 
 
“Quando se dedica a um animal em si, chama a atenção de toda a fauna, como um todo”, justifica o major Queiroz. A anta brasileira, Tapirus terrestris, é considerada vulnerável na classificação de risco de animais em extinção. Além de perder o território onde vivo, os atropelamentos destes mamíferos são frequentes. “A gente recolhe muita anta atropelada na estrada. Além dela morrer o acidente pode ser grave para as pessoas que estão no veículo”. 

 
Mais informações pelos telefones (67) 3357-1500 / 9987-8938